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Presidente da FPF exalta Copinha Feminina: "Reparação histórica"

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Presidente da FPF exalta Copinha Feminina: “Reparação histórica”

“O principal é devolver ao futebol feminino as oportunidades que foram tiradas delas no passado”

No Brasil, durante 38 anos (1941-1979), o futebol feminino foi relegado ao país do futebol.

Categorias: Futebol Feminino

Por: Agência Futebol Interior, 09/11/2023

Presidente da FPF exalta Copinha Feminina (Foto: Rodrigo Corsi-Ag. Paulistão)

Destaques

São Paulo, SP, 08 (AFI) – Na cerimônia de divulgação da Copinha Feminina, realizada nesta quarta-feira, na zona Oeste de São Paulo, o presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Reinaldo Carneiro Bastos, exaltou a competição, que será uma reparação histórica no futebol nacional. A competição será disputada do dia 04 a 17 de dezembro.

Segundo o mandatário da entidade, a Copinha Feminina, além de ser um marco no futebol nacional, é uma reparação histórica, uma vez que as mulheres foram proibidas de exerceram jogarem futebol, durante a ditadura.

“É uma competição diferente, onde o fair-play vai estar presente. Uma competição onde vai mostrar no futuro grandes estrelas do futebol nacional, onde vai mostrar uma base forte para a Seleção Brasileira. O principal é devolver ao futebol feminino as oportunidades que foram tiradas delas no passado”, disse Reinaldo Carneiro Bastos.

No Brasil, durante 38 anos (1941-1979), o futebol feminino foi relegado ao país do futebol. Sob a premissa que “prejudicaria a maternidade” e por se tratar de um “esporte violento”, mulheres foram proibidas, por lei, de jogar o esporte mais popular do mundo. 40 anos mais tarde, vemos o futebol feminino ganhando cada vez mais espaço no cenário nacional, com mais investimentos, incentivo e infraestrutura. 

“Elas ficaram muito tempo proibidas por lei de praticar futebol. Quando você tem o sucesso que é Copinha masculina e você planta uma semente da Copinha feminina, com 16 equipes de oito estados, você começa a devolver a elas a fazer uma reparação, que foram negadas a elas no passado” finalizou.

REGULAMENTO

Participarão da primeira edição da Copinha Feminina: América-MG, Atlético-MG, Botafogo, Botafogo-PB, Corinthians, Ferroviária, Flamengo, Fluminense, Fortaleza, Grêmio, Internacional, Minas Brasil, Real Brasília, Santos, São Paulo e Vitória.

Divididas em quatro grupos, as 16 equipes se enfrentam dentro das chaves em turno único, classificando a melhor de cada grupo às semifinais, que assim como a decisão será em jogo único. Em caso de empate a definição dos finalistas será definida por meio de disputa de pênaltis.

Todas as partidas vão acontecer na cidade de São Paulo. O Grupo A estará sediado no estádio Oswaldo Teixeira Duarte, o Canindé; os jogos do Grupo B serão no estádio Nicolau Alayon; o Grupo C será no estádio Conde Rodolfo Crespi, na Rua Javari; e as partidas do Grupo D acontecem na Ibrachina Arena.

Podem disputar a Copinha atletas nascidas nos anos de 2003, 2004, 2005 e 2006, além de até cinco jogadoras nascidas em 2007 e 2008. A Federação Paulista de Futebol vai definir a tabela de jogos em breve. Os jogos serão todos disputados na região da Cidade de São Paulo.

O PLACAR FI e o Portal Futebol Interior farão cobertura completa dos jogos da Copinha Feminina. 

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